Mantendo seus músculos saudáveis e em forma

Por Leandro B. Bergantin

músculos ativos

Em momentos de desespero, como no jejum ou na falta de atividade física, o corpo degrada a si próprio, atrofiando os músculos e, consequentemente, quebrando proteínas para liberar aminoácidos. Essa maquinaria tem um propósito final: gerar energia.

Em um estudo publicado no Journal of Applied Physiology 2011, verificamos que o processo que ocasiona a atrofia parece ser mais ordenado do que se pensava. Nesse estudo, pudemos comprovar que a quebra de proteínas musculares é um processo extremamente regulado, além de ser plástico, ou seja, se adaptar às diferentes situações que o organismo passa.

Por exemplo, quando envelhecemos há uma diminuição da quebra de proteínas musculares, liberando menos aminoácidos que podem ser utilizados como fonte de energia para nosso corpo.

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Ainda pudemos observar que o AMP cíclico, uma molécula que modifica funções dentro das células, também está envolvido no controle da perda de proteínas musculares, e que alguns medicamentos já utilizados para o tratamento da asma aumentam os níveis dessa molécula. Assim, esses medicamentos podem trazer futuramente uma nova aplicação terapêutica: diminuir a atrofia muscular em situações de desespero do organismo.

Fontes:

The lumbrical muscle: a novel in situ system to evaluate adult skeletal muscle proteolysis and anticatabolic drugs for therapeutic purposes. Bergantin LB et al. J Appl Physiol. 2011 Dec;111(6):1710-8.

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Leandro é Graduado em Biomedicina, Mestre e Doutorando em Ciências pela Unifesp. Sua linha de pesquisa envolve sinalização celular mediada pelo AMPc, músculos esquelético e liso, proteólise e eletroestimulação musculares.

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